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Eu moro em São Paulo, tenho 25 anos e sou solteiro! O que eles querem? Que eu fique trancado no meu apartamento? Sou um cara normal e tenho direito de sair à hora que eu quiser, como qualquer pessoa. Depois de tanto tempo, voltei a escutar nêgo me chamando de gay por aí... Quero deixar claro que não sou preconceituoso, mas vão à merda!

 

Júnior Lima
Cantor, 25 anos, desabafando sobre o fato de alguns veículos de imprensa taxarem-no como "figurinha fácil na noite paulistana".
Dezembro 2009

Essa história aconteceu há dois anos. Estava com minha filha, então com cinco aninhos, dentro do carro. Não dirigia em alta velocidade. Avistei que a menina vinha pela rua, distraída, e buzinei. Ela mostrou o dedo. Desci do carro, porque minha filha perguntou: "Papai, o que ela quis dizer com isso?" e fui tirar satisfações. Ela me olhou de cima a baixo e disse: "Fiz porque quis". Não encostei a mão nela mas, numa atitude intempestiva, cuspi nela. A mãe da menina foi à delegacia e fez a descrição de um homem que desconheci. A descrição era de um elemento de alta periculosidade, que teria atacado a filha dela. Assumi o que fiz diante da Justiça. Não vou recorrer, quero que isso acabe logo. Eu já havia pago cinco mil em juízo, metade para o pai, metade para a mãe. Os advogados deles quiseram mais, pediram cinquenta mil. Agora foi determinado o pagamento de mais oito mil, junto às custas do processo. Se eu não fosse uma figura pública, isso não aconteceria. Ela estava diante dos amigos e cresceu. Quando a vi no fórum, parecia um anjo de candura ao lado dos pais e não a menina agressiva que vi na rua. Ela me tirou do sério, porque eu estava com a minha filha. Não quero que no futuro minhas filhas xinguem as pessoas, batam ou coloquem fogo e depois venham pedir desculpas.

 

Raul Gazolla
Ator, 54 anos, desabafando sobre o incidente no qual se envolveu, em outubro de 2007.
Dezembro 2009

Foto: Adilson Lucas

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