Aguinaldo Silva - Foto: http://istoegente.terra.com.br

Não sei o que é pior nessa história toda em torno do preconceito: se a homofobia ou o vitimismo gay. Mas o fato é que os gays no Brasil entraram numa onda de "por favor, nos amem, somos coitadinhos!" Isso é detestável. Fala sério! O objetivo do politicamente correto e do preconceito é o mesmo: discriminar. Gay querendo ser politicamente correto? Fala sério! Por isso deixei de ser ativista, porque quando olho para uma pessoa, gay ou o diabo a quatro, o que eu vejo é apenas isso: uma pessoa. Cada pessoa é uma pessoa. Não existe isso de igualar pessoas por raça, sexo, religião ou preferência. Eu sou eu, você é você, somos únicos.

 

Aguinaldo Silva
Novelista, 67 anos, desabafando sobre o comportamento dos gays no Brasil.
Novembro 2011




Quando diz que "cada pessoa é uma pessoa", independente de sua raça, credo ou preferência sexual, Aguinaldo Silva está absolutamente certo. Não se pode igualar as pessoas, tomando-as como semelhantes, por pertencerem a um determinado grupo, seja ele qual for. Em quaisquer grupos humanos, sejam os relativos a etnia da pessoa, sejam os relativos ao seu partidarimo político ou qualquer outro, existem seres absolutamente bons, que merecem todo nosso respeito e admiração, como também existem aqueles que são detestáveis ao extremo, literalmente não valendo nem a comida que comem. E... pertencentes ao mesmo grupo! Por essa razão, jamais se deve julgar os integrantes de um grupo ou classe como um todo. Cada pessoa é uma pessoa, independente de qualquer coisa ou idéia a que esteja vinculada, e deve ser vista como um ser único e particular. Também não pode ser diferente com os homossexuais, pois independentemente de sua preferência amorosa, existem os bons e os maus, ou seja, existem aqueles que merecem nosso respeito e existem aqueles que merecem nosso desprezo. Em outras palavras, não se pode tomar o todo pela parte e muito menos a parte pelo todo. Cada uma das partes que compõe o todo, embora inserida num contexto generalizado, é um elemento próprio e diferenciado, tendo suas particularidades, qualidades e defeitos inerentes a ela própria exclusivamente.

Há quem diga que o homossexualismo é uma doença genética, enquadrada no campo das doenças mentais. Há quem defenda que o homossexualismo é apenas uma opção, feita conscientemente pela pessoa. E há ainda quem afirme que é um transtorno adquirido depois do nascimento, podendo ser temporário ou irreversível. Seja qual for a hipótese aceita, é fato que o ser homossexual não pode ser discriminado, pois toda e qualquer pessoa presente nesse mundo tem o sagrado direito de viver sua vida da melhor forma possível, contanto que não incomode ninguém, e cabe somente a ela definir essa maneira através da qual deseja viver sua vida, seja ao lado de um homem, seja ao lado de uma mulher. Afirmar que o homossexualismo vai contra a natureza é uma asnice sem precedentes, pois nada mais é do que a própria natureza que fabrica o ser homossexual, ou existe um remédio artificial que tomado torna a pessoa assim? Da mesma maneira que existem pessoas que preferem um ou outro tipo de carro, também existem aquelas que preferem outras do mesmo sexo. Enquanto que a escolha do carro é do tipo consciente, podendo variar ao longo do tempo, talvez a escolha de um par do mesmo sexo já tenha motivos mais enraizados no cérebro, que não dependem de argumentos lógicos para serem alterados. Estão lá, não saem e ponto final.

Devem os homens se preocupar com o aumento do número de homossexuais masculinos? Claro que não, pois dessa forma, teoricamente, a concorrência será menor e haverá mais mulheres disponíveis para eles. Devem as mulheres se preocupar com o aumento do número de homossexuais femininas? Igualmente, a resposta é não, pois assim também terão a concorrência diminuída e haverá mais homens disponíveis para elas. E quanto a aqueles homens que se preocupam com o aumento do número de homossexuais do sexo feminino? O que dizer deles? Bem, nesse caso podemos afirmar que a preocupação não procede e se traduz numa absoluta falta de criatividade. Será que jamais imaginaram um casal de mulheres em atividade e eles entrando no meio da brincadeira? Que atire a primeira pedra o homem que jamais teve essa fantasia! E, diga-se de passagem, ela nunca esteve tão fácil de ser realizada. Para finalizar, Devem as mulheres se preocupar com o aumento do número de homossexuais do sexo masculino? Também não, pois muitas já afirmaram que existem alguns segredinhos que os homens não contam e que somente souberam deles através de seus amigos gays. E graças a esses segredinhos é que elas puderam manter e evitar o fim de sua relação com seu marido, noivo ou namorado. Então, só tiveram a ganhar. E, pela própria natureza humana, para as mulheres jamais haverá falta de homem, mesmo que metade dos homens da Terra se tornem homossexuais, pois se biologicamente uma mulher só consegue gerar o filho de um único homem de cada vez, um único homem pode gerar filhos em várias mulheres de uma só vez.

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