Elton John - Foto: Bauer Griffin

A AIDS já não é uma doença de homossexuais, mas sim mundial, e quem estigmatiza esses pacientes são verdadeiros facistas e imbecis, pois os governos do mundo devem tomar as medidas necessárias e não baixar a guarda. O mais conveniente é se desfazer deste estigma repugnante e fazer com que esses facistas imbecis compreendam que todas as pessoas têm direito a viver com dignidade!

 

Elton John
Cantor, 64 anos, criticando as pessoas que discriminam os doentes de AIDS, durante um show beneficente da Jornada Mundial Contra a AIDS, realizado na Austrália.
Dezembro 2011




Atualmente a AIDS (Síndrome da ImunoDeficiência Adquirida) é a doença mais temida por grande parte das pessoas, justamente por não ter cura e, inevitavelmente, levar à morte em seus estágios avançados de desenvolvimento. Quem pensa que se pegar AIDS pode levar uma vida normal, tomando o coquetel de medicamentos recomendado para que a doença não progrida, se engana ao achar que é tão simples assim. O tratamento é doloroso, do ponto de vista psicológico, é angustiante, do ponto de vista físico, e caro. Muitas vezes os órgãos públicos, que têm a obrigação de fornecer o coquetel de medicamentos para as pessoas que necessitam, não o fazem e o doente fica a mercê da sorte. Felizmente, a cada dia que passa, as pesquisas vão progredindo e os tratamentos vão se tornando cada vez mais eficazes e menos desgastantes para as pessoas afetadas, caminhando lentamente em direção a uma cura definitiva para o que foi considerado o mal do século. Atualmente os doentes podem contar com um acompanhamento psicológico, já fazendo parte do rol de procedimentos padrão que são adotados para as pessoas infectadas, tornando menos sofrível, do ponto de vista psicológico, a aceitação da enfermidade e a adesão ao tratamento. Na verdade não é a AIDS em si que causa os problemas no ser humano, mas ela, ao baixar a níveis ínfimos a resistência imunológica do organismo afetado, deixa as portas abertas a toda sorte de infecções e demais problemas relacionados. E é justamente isso que acaba por afetar o organismo, tornando-o um alvo fácil e indefeso para todo e qualquer agente que nele queira agir.

Por que a AIDS se disseminou tão rapidamente entre as pessoas, ganhando os cinco continentes num tempo considerado recorde para a amplitude que ela conseguiu alcançar? Justamente porque ela é uma doença ligada ao sexo, ou seja, transmitida principalmente via contato sexual. E como o sexo é uma atividade humana tida como absolutamente fundamental, praticada em todos os povos, por todas as raças, não é de se estranhar essa tão fácil disseminação da doença. Inicialmente os homossexuais foram os mais afetados, mas logo a AIDS ganhou caminho para todas e quaisquer pessoas, independententemente de sua preferência amorosa, raça, idade, condição social, financeira ou cultural. Qualquer pessoa desse mundo está sujeita a contrair a doença de qualquer outra pessoa. É impossível saber, ao simples olhar, se uma pessoa é infectada ou não, pois em muitas dessas pessoas infectadas o vírus apenas está presente em seu organismo, podendo invadir quaisquer outros, embora na pessoa infectada os sintomas caracterísiticos da doença possam aparecer muito tardiamente ou, nem aparecerem. Nesse caso a pessoa se torna uma transmissora assintomática da doença. Outro detalhe importante a ser observado é que pessoas aparentemente saudáveis, bonitas e sedutoras, também têm AIDS e também transmitem a doença para outras pessoas. E isso é que torna a doença muito perigosa, pois como diz o ditado, quem vê cara não vê AIDS. O uso de preservativo nos dias atuais não se faz necessário somente como método contraceptivo, mas essencialmente como um método de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis.

Ignorância extrema das pessoas é recriminar o portador de AIDS e não entender as formas de contágio. AIDS não se pega através de contato de pele, não se pega se ficarmos perto de um doente, não se pega se abraçarmos um doente. O mecanismo básico de contágio é via sangue contaminado, que também se faz presente nas relações sexuais, pois ocorrem microfissuras nos órgãos envolvidos, invisíveis a olho nu, que promovem a circulação do vírus responsável pela doença de um corpo para outro. A pessoa que tem AIDS não escolheu para ter a doença, muitas vezes contraiu a doença acidentalmente em contato indevido com sangue contaminado ou foi infectada pelo próprio parceiro sexual habitual, por vezes o próprio conjuge, que por sua vez contraiu a doença numa eventual relação extra-conjugal. Por essas razões não pode jamais ser discriminada ou condenada por ter contraído a doença. Você próprio, que está lendo esse texto, pode muito bem ter AIDS e nem saber disso. Não é preciso estar doente numa cama para ter o vírus. Ele pode estar circulando em seu organismo, você pode ser um transmissor ativo da doença e nem ter se dado conta ainda. Por isso a palavra mestra quando se fala nesse assunto é sempre a prevenção. É a única maneira de freiarmos a progressão dessa doença. E prevenção nesse caso é sinônimo de preservativo nas relações sexuais. Não existe outra maneira! Você não gosta de usar preservativo? Ok, mas que atire a primeira pedra aquele que gosta de usar preservativo. Ninguém gosta! É absolutamente terrível, horrível, sofrível, e todos os "íveis" que se pode imaginar. Mas também é incondicionalmente inevitável, indispensável e, para quem entende sua importância, de uso louvável. E todos os "áveis" que se pode imaginar!

Próximo desabafo Desabafo anterior

VISUALIZAR DESABAFOS DE OUTROS ANOS

www.desabafodromo.com.br