Leona Lewis - Foto: Bauer Griffin

Eu conheci algumas pessoas deploráveis ​​nos últimos seis anos, que fizeram coisas realmente ruins, e eu vi sua traição da minha confiança se desdobrar bem diante dos meus olhos. Mas eu aprendi e cresci com isso e estou muito melhor agora em saber quem eu devo evitar.

 

Leona Lewis
Cantora, 27 anos, vencedora da edição britânica do X Factor, em 2006, desabafando sobre as más pessoas que passaram por sua vida.
Novembro 2012




O ser humano apresenta uma enorme variedade de tipos físicos e psicológicos. Entre bilhões de indivíduos que povoam o mundo, podemos seguramente afirmar que é impossível existirem duas pessoas iguais. Podem até se parecer fisicamente, mas sem sombra de dúvida serão diferentes psicológicamente. Mesmo quando tratamos de gêmeos univitelinos, idênticos fisicamente, não há a mínima possibilidade de que sejam iguais mentalmente, pois o caráter psicológico de cada um é oriundo da vivência que tiveram, e não há como duas pessoas terem a mesma vivência, pois jamais poderão ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo. Enfim, se temos bilhões de pessoas no mundo, teremos invariavelmente bilhões de personalidades diferentes coexistindo nesse mesmo mundo. Podem até ser parecidas, mas nunca iguais. Isso remete a um outro raciocínio, óbvio e natural: existem personalidades melhores e piores, consequentemente existem pessoas melhores e piores. Demagogia grande é afirmar que todas as pessoas são iguais, mesmo que seja perante Deus. Nesse caso vale afirmar que, especialmente perante Deus, existem os melhores e os piores indivíduos. Deus não seria assim considerado se não soubesse separar o joio do trigo, o bom do mau, aquilo que presta daquilo que não presta. Muito pelo contrário, Deus sabe muito bem fazer essa distinção e sabe melhor ainda privilegiar aquelas pessoas que estão do seu lado. Podemos imaginar uma grande escala onde poderia ser medida a qualidade de cada pessoa. Nessa escala, todos ocupam uma certa posição e sempre existirão pessoas acima e abaixo da posição ocupada por cada um, ou seja, pessoas melhores e pessoas piores. Uma pessoa que reconhece seu lugar e tenta melhorar sua posição nessa escala apresenta uma atitude venerável, porém rara.

Nesse raciocínio, para exemplificar, jamais poderíamos igualar um um cruel assassino, que mata pelo mero prazer de matar, com um bondoso padre que tudo de bom procura fazer para sua paróquia. Fica evidente que ocupam posições muito distantes na escala ora mencionada e mais evidente ainda que, se pudessem ter seus valores fisicamente mensurados, haveria uma grande discrepância entre eles. Não há como negar que existem pessoas melhores e piores, algumas que não chegam a valer nem a comida que ingerem ou a roupa que usam. Em nosso cotidiano, estamos constantemente cercados desses dois tipos de pessoas, seja em nosso trabalho, seja no condomínio onde moramos, seja no parque de diversões onde levamos nossos filhos aos domingos. Felizmente, para um indivíduo atento, não é difícil identificar os bons e os maus elementos, pois mesmo através de um breve contato, todos sempre deixam escapar indícios de sua personalidade que podem ser, para uma pessoa observadora, bons indicadores do tipo de caráter de cada um. Já para as pessoas com certa dificuldade de percepção, é necessário que, de alguma forma, interajam com essas pessoas ruins, talvez por mais de uma vez, sejam traídas ou prejudicadas, para que assim possam reconhecer o mau caráter que elas possuem. Uma vez identificadas tais pessoas, o que se tem a fazer é manter distância das mesmas, procurando não deixar que se aproximem ou tentem interagir, mesmo que minimamente, com o mundo particular e a vivência pessoal que cada um possui e que por ela procura zelar. Tal como um rádio que só recebe a frequência na qual estiver sintonizado, se não há interação, não há como esse tipo de indivíduo exercer alguma influência maléfica na vida de alguém.

Todos nós estamos em constante evolução. Cada dia vivido conta como um aprendizado a mais e as lições vão se somando, uma a uma, na bagagem que carregamos conosco durante nossa existência. Se dizem que aprendemos mais com os erros do que com os acertos, dizem a verdade. Os erros e as perdas marcam muito mais nossa personalidade do que os acertos e, por conseguinte, ficam nela impressos por muito mais tempo, incomodam por mais tempo e, dessa forma, permitem uma maior assimilação das atitudes errôneas que foram tomadas, de forma que não sejam repetidas no futuro. Mas são tantas as lições a serem aprendidas que seriam necessários alguns milhares de anos de vida para que todas fossem ensinadas. Infelizmente, ou felizmente, não é assim que ocorre e a vida nos apresenta, por sua exclusiva escolha, aquelas que acha mais conveniente que aprendamos. De acordo com nossa perspicácia, podemos de imediato aprender a matéria ou ter de passar várias vezes pelo mesmo episódio para que começe a haver algum tipo de assimilação. Se todas as pessoas devem ser considerada boas até prova em contrário, atualmente percebemos que esse raciocínio é uma grande furada. No mundo atribulado no qual vivemos, onde até nossa sombra é capaz de nos trair, devemos, por absoluta questão de sobrevivência, agir exatamente fazendo o contrário. Se não as conhecemos, todas as pessoas, num primeiro momento, devem ser consideradas ruins até que possam provar o contrário. Isso é questão de segurança, de prudência, consequência direta do mundo hostil que nos abriga. Não podemos jamais abrir as portas de nossa vida sem que saibamos exatamente, e com a maior riqueza de detalhes, quem por elas vai passar.


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