A Gabriela, nos anos 1920, está fazendo loucuras na TV, vocês estão vendo? A bunda é minha, o namorado é meu e eu estou na praia, não é nem problema nenhum. Isso é hipocrisia. A gente está em 2012!

 

Nívea Stelmann
Atriz, 38 anos, desabafando sobre as críticas que recebeu por deixar seu namorado, Leonardo Conrado, ficar apalpando seu bumbum na praia.
Setembro 2012

Nívea Stelmann - Foto: http://forum.lolesporte.com



Cem por cento correto e verdadeiro o desabafo de Nívea Stelmann, mas deve ser levado em conta o contexto da situação para que possa haver uma melhor compreensão do assunto. Em primeiro lugar, tomando-se como base as palavras da atriz, não há sombra de dúvida de que ela está coberta de razão, em todos os sentidos. É uma enorme hipocrisia criticar seu comportamento, unicamente por que deixou seu namorado apalpar seu bumbum, sendo que essas críticas são supostamente vindas de pessoas que, sendo consideradas normais, vivem e desfrutam de todos os prazeres que o sexo pode proporcionar, não raro de modo libertino ou devasso, muito além do que pode significar um mero apalpar em um bumbum. É o mesmo que criticar uma pessoa que saboreia um cálice de vinho sendo que essa crítica é vinda de alguém que consome um tonel por mês. Fica bem claro que pessoas que criticam o comportamento da moça são dissimuladas, que tentam passar uma imagem bem diferente do que são na realidade, talvez tentando proteger-se, sabe-se lá do que, dentro de um puritanismo visivelmente inoportuno e que não encontra nenhum respaldo nos dias atuais. Tanto é verdade que, mesmo se considerarmos as mais rígidas regras sociais, não há absolutamente nada de mais no fato de um namorado apalpar o bumbum de sua namorada, especialmente levando-se em conta que estavam na praia e dentro de um clima descontraído. Vale lembrar um conhecido dizer bíblico, que condena quem se atém ao cisco no olho de outrém enquanto possui uma trave dentro do seu.

Quando passamos a considerar o contexto em que a situação ocorreu, fica mais fácil o entendimento da mesma. Primeiramente deve ser considerado que, em maior ou menor escala, Nívea Stelmann é uma celebridade. E sendo assim, não se pode desprezar o fato de que basta que saia da sua casa para que tenha todos os seus passos seguidos, todas as suas atitudes registradas, todas as suas palavras gravadas, todas as suas ações documentadas em fotos e vídeos que podem no dia seguinte estampar as manchetes de publicações afins ou sites na internet que vivem desse tipo de material. Pode parecer exagero, mas as celebridades sabem o quanto é difícil conviver com a fama e lidar com a falta de privacidade que ela traz. Em segundo lugar, numa sociedade altamente competitiva como ocorre na atualidade, onde quase todos possuem uma necessidade latente de se sobreporem aos outros, nada mais previsível que tentem se destacar rebaixando outras pessoas do que, de um modo mais coerente, elevando-se por mérito de suas próprias ações. Assim, absolutamente tudo se torna motivo de crítica e difamação, mesmo as atitudes mais banais que se possa considerar, pois dessa forma quem maldiz tem uma falsa sensação de crescimento, sente-se superior ao lançar suas criticas, como que dando a entender que aquele que erra é inferior a ele, que percebeu o erro. Só não percebe que o erro maior está na sua ignorância, fato que o coloca no mais baixo dos patamares, longe da mínima consideração que alguém, mesmo com a melhor das intenções, possa oferecer.

Diante de todo exposto, nada mais natural que critiquem o fato do namorado de Nívea Stelmann ter apalpado seu bumbum. Igualmente, nada mais natural também que tivessem criticado o fato dela ter tomado suco de laranja ao invés de um suco de uva ou que tivesse esquecido de passar filtro solar no seu pé esquerdo. É assim que funciona a vida em sociedade. Nem todas as pessoas possuem iguais níveis de cultura e inteligência, nem todas possuem virtudes como nem todas possuem o entendimento necessário do que é a vida e seu futuro. Todas convivem próximas, misturadas e interrelacionadas. Sempre haverá quem critique, sempre haverá quem condene até as atitudes consideradas mais nobres, como a de ajudar um necessitado. O que dizer então de uma mera apalpada num bumbum? Tudo isso sem levar em conta que o fato ganha proporções astronômicas por ser a protagonista uma conhecida celebridade. Como conviver com tudo isso? Se não podemos excluir tais pessoas inferiores de nosso convívio, como lidar com sua ignorância e pobreza de faculdades? A resposta é tratando suas atitudes com a mesma ignorância que possuem, mas utilizada de uma forma a desprezar tudo o que não seja digno de ser considerado, não dando a menor importância sequer ao que venha de fontes inferiores. Tudo o que não é alimentado morre, nada sobrevive sem alimento. Deixando de alimentar as ações que vêm dessas pessoas, logo elas definham, murcham e morrem. E é importante perceber que o alimento nada mais é do que a atenção que damos a elas.


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